Outro dia eu estava saindo pra almoçar, sozinha.A saída do prédio onde trabalho é bem ampla e tinha um homem olhando a rua e as pessoas passando. Mais alto que eu, ele usava óculos, cujas lentes eram largas, para os lados. Essas lentes pareciam armazenar os gestos alheios.Por um segundo, eu também consegui olhar pelos

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 Hoje um amigo no trabalho estava procurando um parafuso perdido. Num chão de carpete cinza. Um parafuso. Que deve ser também cinza. – Eu te ajudo a procurar – disse a ele. Sou devota de São Longuinho. E agarrei o meu santinho, que fica sobre a mesa de trabalho. Já tem tempo que eu soube

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Eu pego o Uber quase sempre no mesmo lugar. Mesmo destino. Sempre um motorista diferente.Dada a hora e o dia cheio de trabalho e o meu cansaço, vou em silêncio, lendo.Mas desta vez, conheci o Breno, o motorista de apenas 21 anos, que me levava para casa. (Pedi autorização a ele para escrever a sua

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O sofrimento pode ser físico, emocional ou espiritual. E grande parte dos sofrimentos (dos últimos 2.000 anos!) poderiam ter sido evitados se o materialismo não tivesse imperado no ser humano e no Ocidente a ponto de verdades milenares serem tratadas de forma preconceituosa como crendice ou bruxaria. A gente sofre porque sente. E sente muita

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Para quem está me lendo pela primeira vez, explico.Eu ando na rua (no transporte público, principalmente), observando pessoas. Quase todo o tempo.Hoje, estava no ônibus usual de sempre. Eram 6:40 da manhã, indo pro trabalho, e vi uma cena. Desta vez, no ponto de ônibus. Durou poucos segundos.Uma criança, uma menina, uniformizada e de mochila.

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Eu e minhas histórias do ônibus. São nessas horas que vejo a humanidade, a sociedade, e as pequenas “psicologias” e afetos do dia-a-dia. Era um sábado e eu estava voltando do Centro do Rio para casa. Com o ônibus vazio, sentei logo à frente, e peguei o livro na mochila. A senhora atrás de mim cantava e

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Hoje, na hora do almoço, eu tinha monte de coisas para resolver com o Marido. Quase sempre almoçamos juntos. Sim, apesar de sermos casados, e de nos vermos todos os dias, gostamos também de, no meio do expediente, partilharmos o alimento. E aí, pelo pouco tempo, fomos fazer um lanche na Parmê, ali na Rua do

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Este texto pode parecer piegas, mas vou contar três cenas bem corriqueiras para exemplificar o que quero dizer, no final. Cena 1.Eu estava entrando no ônibus, na quinta-feira (sim, tem sempre uma observação de fatos cotidianos no ônibus), daqueles sem cobrador, em que tem duas roletas. Eu passei na roleta, com o meu bilhete único. Atrás de mim,

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Todos os dias, ao ir para o trabalho, sempre no mesmo horário, sempre o mesmo ônibus, quase sempre o mesmo motorista.Na última quarta-feira, foi um pouco diferente. Eram 07:15h. Horário de sempre. Ônibus de sempre.O motorista, no entanto, não lhe pareceu familiar. O ônibus estava quase cheio. E ela ouviu o motorista dizer:- Desculpa, gente.

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No dia 31 de janeiro, no grupo do Telegram “Psicanálise e você” (aqui o link: https://t.me/joinchat/C8vFhUMBUpcxrp3GXtoiiw), o tema da discussão foi a respeito de “quando o favor vira obrigação”, proposto pelo Mauricio Christo, um dos administradores do grupo. Como geraram temas e reflexões muito bacanas, compartilho por aqui, parte da discussão que tenha acontecido. Tomei

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